SER PROFESSOR: POR QUE CONTINUAR?

SER PROFESSOR: POR QUE CONTINUAR?

Se o seu dom é ensinar, ensine!

Nestes dias pós-modernos, essa missão se mostra bastante difícil, pelo menos em nosso país, de modo que viver o verso bíblico acima citado (Romanos 12.7) vem sendo sacrifical.

Pode ser que esse mesmo questionamento seja feito mundo afora, mas nos limitemos a pensar em nossa pátria, para então constatarmos quantas mazelas que se fazem presentes como suficientes para despertar em nós, pelo menos, uma dúvida quanto a continuar lecionando.

No mínimo é inquietante a situação que uma considerável maioria dos professores brasileiros se encontra, por inúmeros fatores adversos que vão desde os baixos salários e das péssimas condições de trabalho até a equivocada cultura que se formou no sentido de enxergar o professor como uma profissão menor, quando, na verdade, deveria ser o ofício dos ofícios.

Não bastassem tais dificuldades, os ventos nefastos da pós-modernidade parecem semear o sentimento de descrédito de muitos alunos quanto ao saber de seus mestres, pois no tempo do individualismo globalizado, do relativismo de conceitos e da descartabilidade humana, o professor teria o seu espaço roubado por um bom site da Internet, um programa de computador ou mesmo um professor, todavia, à distância, sem que haja relacionamento, alteridade, comunhão de propósitos.

Os avanços tecnológicos são indubitavelmente úteis e inevitáveis e seria uma hipocrisia dizer em contrário. Todavia, essas ferramentas podem e devem ser empregadas para agregar valores humanos e não desconstituí-los, afastando ainda mais uns dos outros e, paulatinamente, descaracterizando o contato acadêmico tão salutar que deveria prevalecer entre mestres e discípulos.

Imaginemos (só por imaginar) se o Verbo tivesse encarnado nos atuais dias cibernéticos… Deus se revelaria sim, mas não seria muito ruim homens e mulheres desse tempo verem o Mestre dos Mestres apenas por uma página da Internet, numa aula gravada ou numa videoconferência? Penso que sim. Neste tempo há muito de virtual, mas pouco de virtuoso…

Por fim, por que continuar sendo professor em um país como o nosso? Onde a boa educação mormente não passa de uma simples promessa de campanha eleitoral, um joguete, um brinquedo, mais tarde abandonada como algo sem qualquer valor? Mas cuja ausência será de certo lembrada, por exemplo, nas manchetes policiais, quando estarrecida, a sociedade pergunta: como se formou aquele monstro? Por que tanta violência? Onde estava o Estado que nada fez?

Termino dizendo que há algo de sobrenatural, divino, que nos mantém ensinando. Há uma centelha que vem do Alto, que vai renovando a força daqueles que militam na docência, não obstante tamanhos dissabores e constrangimentos. Não se vê outra explicação para continuar nessa luta, aparentemente, inglória.

Por isso mesmo, nesta data tão significativa, coloquemo-nos todos, professores e alunos, ombreados, entrelaçados por amor, respeito e cooperação, pois todos passaram, passam ou passarão pelos cuidados de algum mestre.

No mais, que Jesus Cristo, o Nosso Rabbi, o Eterno Didaskalos, nosso paradigma máximo, por graça e misericórdia, continue sustentando a todos os professores, seja na educação secular ou na cristã, nas salas de aula ou mesmo nos ambientes virtuais de ensino, de modo a confirmá-los nesse honorífico ministério.

Professores, recebam honras e mais honras neste Dia do Mestre pelo que vocês são e nos ajudar a ser, e que Deus os recompense abundantemente!

Parabéns pelo seu dia!

Sérgio Tavares – Ministro de Educação Cristã

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