MESTRE: QUE SER É ESSE?

MESTRE: QUE SER É ESSE?

Fazendo-se uma reflexão mais cuidadosa e profunda quanto à figura do mestre, esbarramos com um enigma: qual seria a essência holística desses homens e mulheres que se dedicam à nobre tarefa de informar e formar corações e mentes?

Como entender a natureza desses seres abnegados que se entregam à tarefa de lecionar, seja no meio secular ou eclesiástico, seja nos campos do ensino regular acadêmico e escolar, ou mesmo em outras esferas do ensino cognitivo, psicomotor ou afetivo em geral?

O embaraço em descrevê-los começa com a natureza do que fazem. Trata-se de mera profissão, vocação, arte, ministério, habilidade, discipulado, doação, altruísmo, sacerdócio, ou tudo isso junto? Ou seria apenas o amor, que consolida todas as virtudes humanas, que lhes move a ensinar?

Que ser é esse que insiste em ser voz em desertos tão populosos de uma humanidade como nunca tão desumana, e que também desumaniza os mestres, apesar de eles ainda assim continuarem ensinando?

Como compreender que alguém queira ensinar, quando grande parte dos discípulos de um tempo chamado hoje já se arvora mestra dos mais profundos e inquestionáveis saberes, ainda que por soberba, leviandade ou potencializada ignorância?

Qual a motivação que ainda existe no mestre e que o leva a ter prazer em transmitir informações que geram o crescimento do seu próximo, em plena era pós-moderna, marcada pelo uso egoístico do conhecimento, até mesmo como poderoso e perverso instrumento de dominação e manipulação do homem contra o homem?

Por que continuar ensinando mesmo cônscio de que o reconhecimento que lhe é devido, quer material, quer afetivo, em sociedades marcadas pela indiferença, pelo egocentrismo e pelo caos das instituições, provavelmente nunca virá?

E que tal tentar entender como alguém pode desenvolver a tarefa de transmitir conceitos numa época em que eles são líquidos e relativos? De passar certezas aos seus pupilos, quando todos vivem mergulhados em grandes incertezas?

De que forma esses seres que ensinam podem sobreviver em meio a tantas opressões que sofrem no seu cotidiano, tais como as baixas remunerações recebidas, a falta de oportunidades de reciclagem e aperfeiçoamento profissional e mesmo as agressões físicas e/ou psíquicas?

Ainda assim, eles ensinam, trabalham, ministram, discipulam, profetizam, doam, amam…

Todavia, uma verdade deve ser destacada: não houve, não há e, provavelmente, não haverá qualquer ser humano que não se encontre com algum desses seres no seu caminho. Todos, sem exceção, precisaram, precisam ou precisarão de um mestre, que lhes possa ensinar o caminho por onde devam ir.

Jesus Cristo, o “Mestre dos Mestres”, nosso paradigma máximo, chamado cerca de sessenta vezes de “Rabbi” nos Evangelhos, ensinava por onde passava, nas sinagogas, nas casas, no templo, nas aldeias, às multidões, a pequenos grupos e mesmo individualmente.

Então, seria o professor uma espécie de ser com propósitos divinos e que encarna a própria presença de Jesus Cristo entre os homens?

Sinceramente, não sei que ser é esse…

Porém, peçamos a Deus que esse ser continue a fazer o que faz, buscando sempre referência em Jesus, de sorte que enxergue a excelência de sua missão e perceba a capacidade de transcender para o Alto e para o futuro, por meio do legado que vier deixar aos seus discípulos.

 

Professores, que Deus os recompense abundantemente!

Parabéns pelo seu dia!

 

Sérgio Tavares – Ministro de Educação Cristã

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