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15 out

MESTRE: QUE SER É ESSE?

Dentro Editorial por Equipe WEB / 15/10/2017 / 0 comentários

Fazendo-se uma reflexão mais cuidadosa e profunda quanto à figura do mestre, esbarramos com um enigma: qual seria a essência holística desses homens e mulheres que se dedicam à nobre tarefa de informar e formar corações e mentes?

Como entender a natureza desses seres abnegados que se entregam à tarefa de lecionar, seja no meio secular ou eclesiástico, seja nos campos do ensino regular acadêmico e escolar, ou mesmo em outras esferas do ensino cognitivo, psicomotor ou afetivo em geral?

O embaraço em descrevê-los começa com a natureza do que fazem. Trata-se de mera profissão, vocação, arte, ministério, habilidade, discipulado, doação, altruísmo, sacerdócio, ou tudo isso junto? Ou seria apenas o amor, que consolida todas as virtudes humanas, que lhes move a ensinar?

Que ser é esse que insiste em ser voz em desertos tão populosos de uma humanidade como nunca tão desumana, e que também desumaniza os mestres, apesar de eles ainda assim continuarem ensinando?

Como compreender que alguém queira ensinar, quando grande parte dos discípulos de um tempo chamado hoje já se arvora mestra dos mais profundos e inquestionáveis saberes, ainda que por soberba, leviandade ou potencializada ignorância?

Qual a motivação que ainda existe no mestre e que o leva a ter prazer em transmitir informações que geram o crescimento do seu próximo, em plena era pós-moderna, marcada pelo uso egoístico do conhecimento, até mesmo como poderoso e perverso instrumento de dominação e manipulação do homem contra o homem?

Por que continuar ensinando mesmo cônscio de que o reconhecimento que lhe é devido, quer material, quer afetivo, em sociedades marcadas pela indiferença, pelo egocentrismo e pelo caos das instituições, provavelmente nunca virá?

E que tal tentar entender como alguém pode desenvolver a tarefa de transmitir conceitos numa época em que eles são líquidos e relativos? De passar certezas aos seus pupilos, quando todos vivem mergulhados em grandes incertezas?

De que forma esses seres que ensinam podem sobreviver em meio a tantas opressões que sofrem no seu cotidiano, tais como as baixas remunerações recebidas, a falta de oportunidades de reciclagem e aperfeiçoamento profissional e mesmo as agressões físicas e/ou psíquicas?

Ainda assim, eles ensinam, trabalham, ministram, discipulam, profetizam, doam, amam…

Todavia, uma verdade deve ser destacada: não houve, não há e, provavelmente, não haverá qualquer ser humano que não se encontre com algum desses seres no seu caminho. Todos, sem exceção, precisaram, precisam ou precisarão de um mestre, que lhes possa ensinar o caminho por onde devam ir.

Jesus Cristo, o “Mestre dos Mestres”, nosso paradigma máximo, chamado cerca de sessenta vezes de “Rabbi” nos Evangelhos, ensinava por onde passava, nas sinagogas, nas casas, no templo, nas aldeias, às multidões, a pequenos grupos e mesmo individualmente.

Então, seria o professor uma espécie de ser com propósitos divinos e que encarna a própria presença de Jesus Cristo entre os homens?

Sinceramente, não sei que ser é esse…

Porém, peçamos a Deus que esse ser continue a fazer o que faz, buscando sempre referência em Jesus, de sorte que enxergue a excelência de sua missão e perceba a capacidade de transcender para o Alto e para o futuro, por meio do legado que vier deixar aos seus discípulos.

 

Professores, que Deus os recompense abundantemente!

Parabéns pelo seu dia!

 

Sérgio Tavares – Ministro de Educação Cristã

01 ago

APRENDEI DE MIM… E ENCONTRAREIS DESCANSO.

Dentro Editorial por Equipe WEB / 01/08/2017 / 0 comentários

Por Cláudia Mattos.

“Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e meu fardo é leve.”  (Mateus 11: 28-30)

Deparei-me com o entendimento deste texto já com quase quarenta anos, quando uma amiga, após eu mencionar que estava cansada, me falou que Jesus me convidava a deixar sobre Ele o meu jugo, mas frisou o restante do verso que dizia: “…. e aprendei de mim que sou manso e humilde de coração”.

Pois bem, atualmente percebo que aprender não é uma atitude muito agradável para as pessoas. Parece que todos querem conquistar alguma coisa pelo método mais fácil, sem precisar aprender. Querem colher daquilo que não plantam. Usufruir daquilo que não conquistaram. Querem ser abençoados sem serem bênçãos. E muitos nem oram por si próprios, mas depositam essa responsabilidade nas mãos das “mulheres e homens de oração”.

Nós queremos que nossas cargas sejam aliviadas. Queremos ver nossos problemas serem solucionados. E isto tudo sem que seja preciso darmos um passo para resolvê-los. Sem que seja preciso que aprendamos o que é preciso ser aprendido. Queremos ver as situações serem resolvidas sem perguntarmos que aprendizado podemos tirar delas. Queremos o alívio, contudo fugimos do aprendizado.

Imagino o quanto Moisés tenha sido um bom aluno. Ele desfrutava momentos na presença de Deus e aprendia o que era preciso para continuar sua missão na terra. Aquele mencionou em Salmos 90:12 “Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio.” Ora, quem pede para ser ensinado está disposto a sentar e a ouvir o que o mestre tem para ensinar. E foi isso que aconteceu com Moisés. Ele fez de Deus seu Professor! Então pode olhar para trás, contar seus dias   e perceber que alcançou um coração sábio.

Quando tivermos um coração sábio, cheio dos aprendizados do Pai, teremos condições de passarmos pelas adversidades da vida sem que estas venham a nos adoecer.

Aprender é uma questão de relacionamento entre aluno e professor. É preciso que haja disponibilidade de tempo para que ambos se conheçam e troquem informações necessárias. Creio que é este tipo de relacionamento que deveríamos ter com Jesus. Aprender com ele na intimidade e aproveitarmos que, quando estamos só, a aula será dada exclusiva para as nossas necessidades. Jesus tratará das nossas deficiências em particular. Teremos a chance de falarmos sobre os nossos fardos e trocarmos com Ele por fardos mais leves.

Estamos necessitados de encontrar descanso para nossas almas? Então é preciso estreitar relacionamento com o Mestre Jesus, que é manso e humilde de coração, e aprender com Ele os ensinamentos que nos darão sabedoria, a qual nos ajudará a transpormos as adversidades da vida.

Aprendei….. e encontrareis descanso…..

 

(Texto produzido por aluna da EBD – Ministério de Educação Cristã – Projeto Mecriativo)

 

16 jul

O PODER ADOECEDOR DA IGREJA

Dentro Editorial por Equipe WEB / 16/07/2017 / 0 comentários

Por Fabrício de Souza Ferreira

 Quando falamos sobre igreja (no sentido de templo, comunidade), vem a nossa mente a ideia de um lugar onde se reúnem pessoas santificadas; um lugar onde podemos, por alguns momentos, fugir da realidade dura e cruel do mundo que nos cerca; um  lugar onde Deus determina a sua bênção e, através do Seu Espírito, comunga conosco e gera vida em nós, nos dando sentido à vida.

Mas, infelizmente, há uma outra face na igreja (no sentido religiosidade/dogmas) que se revela como antagonista da primeira.  Ao invés de produzir vida, produz morte em nome de Deus; ao invés de gerar frutos, seca os poucos que ainda tinha; que ao invés de trazer sentido à vida, traz confusão e angústia. É dessa igreja que eu quero falar.

Vou citar abaixo algumas características dessa outra face da igreja que certamente muitos de vocês vão se identificar também:

 

Afastamento da família e dos amigos “mundanos”:

Aprendi que devemos manter distância dos “impuros”, pois eles não são como nós. Isso inclui nossa família e nossos amigos íntimos que não são cristãos.

Parece que em um período da minha vida estive em outro planeta. Há uma lacuna nas minhas lembranças dos momentos que passei com a minha família nesse período.

A Palavra diz em I Tm 5:8: “Mas, se alguém não cuida dos seus, e PRINCIPALMENTE dos da sua família, negou a fé, e é pior do que o infiel.”. Para a igreja e para mim mesmo, eu estava me santificando para Deus. Para Deus, eu estava sendo pior do que um infiel.

O que dizer dos amigos “mundanos”? Usamos até a o Salmo 1 para dar crédito a nossa ignorância. Fui recuperar contato com esses amigos há pouco tempo. Meu desejo é pedir-lhes desculpas e dizer que não sou digno sua amizade. Na verdade, nós, como igreja, devemos estar mais próximos ainda, para que através do Espírito que habita em nós possam alcançar a salvação.

 

Preconceito e intolerância a flor da pele:

Um dia desses, eu estava me recordando de como fui preconceituoso e intolerante com os que são diferentes de mim.

Trabalhei e estudei com alguns homossexuais. Não concordava com a vida que eles levavam, bem como expunha isso para todos ao redor. Quantos excluí das minhas redes sociais, quantos fiz passar vergonha na frente dos outros ou na internet. Eu fui um completo idiota! Um dia quero ter a oportunidade de me desculpar pessoalmente com todos e dizer que minhas atitudes não tiveram nada de cristão. Independente do que eu acho sobre o comportamento deles, não tenho o direto de torná-los inferiores a mim, porque não são.

Isso se encaixa também nos pertencentes às religiões de origem africana. Eu passava a imagem de quem servia a um deus intolerante e preconceituoso.  Esse é o deus de muitas igrejas; é pregado na igreja que se diz cristã. Porém, ele é o oposto de Jesus – O Redentor da humanidade.

 

Viver sob o domínio do medo:

Outra característica de quem vive sob o domínio da religião é o medo.  Medo de ir pro inferno, medo de seus pecados serem expostos perante todos, medo de magoar a Deus por qualquer coisinha…

Achamos que somos o povo mais feliz da terra, no entanto vivemos como se tivéssemos uma arma engatilhada e apontada para nossa cabeça. O deus da outra face da igreja está pronto para ver um deslize nosso e nos detonar. Vamos à igreja por medo de não sermos aceitos. Ofertamos e dizimamos por medo de que venha uma praga divina sobre nossas finanças. Vivemos no limite entre o pode e o não pode! Recebemos uma lista de dogmas a serem seguidos, sem que os  que a criaram consigam cumpri-la. Enquanto a Bíblia diz que o perfeito amor lança fora todo medo, e que se o Filho nos libertar verdadeiramente seremos livres, a igreja nos aprisiona no medo. E é isso que o medo faz: aprisiona, limita!

 

Uma visão limitada sobre tudo:

O pior dos males que essa face oculta da igreja pode nos acometer é a incapacidade de romper limites, ou seja, vivermos fora da “caixa”.

Na verdade, perdi tempo na minha vida rejeitando preciosidades da música, da literatura, das artes; pela ignorância de achar que não eram de Deus. Achava que aquilo que acontecia fora do meio evangélico (“caixa”) não prestava e “emburrecí” dia após dia. Hoje aprendi a viver com os meus questionamentos; aliás, eles que me movem agora!

Não há meio termo entre a face da Igreja de Cristo e a outra face da igreja, ambas falam em nome de Deus e podem habitar até sob as mesmas quatro paredes. Todavia, são antagônicas e estão em lados opostos. Produzem frutos diferentes: uma frutos para salvação e a outra para destruição.

 

A religiosidade aprisiona, limita, discrimina, amedronta, mata.

Jesus liberta, abre a visão, unifica,  apascenta, dá Vida, – e Vida com abundância!

Que todos nós possamos seguir a Deus livres das amarras da “igreja/religião”!

 

(Texto produzido por aluno da EBD – Ministério de Educação Cristã – Projeto Mecriativo)

01 jul

O BEM!

Dentro Editorial por Equipe WEB / 01/07/2017 / 0 comentários

Por Fabrício Ferreira

“A alegria de fazer o bem é a única felicidade verdadeira” (Leon Tolstoi)

Na linguagem do “evangelicalês”, missão, ministério, chamado, vocação, etc… são vocábulos comumente usados a torto (e bota torto nisso) e a direito. Quando falamos em missão, pensamos sempre em algo grandioso, que nos vai dar algum destaque perante os outros. Todavia, esquecemos que todos, sem exceção, temos uma grande e linda missão em comum, que não precisa estar escrita em lugar algum: FAZER O BEM! Podemos entender “bem” como dar algo a quem precisa sem esperar nada em troca. Poderia ser definido também como doar algo que se tem em prol dos que não tem. Fazer o bem está além de um ato bonito, está relacionado à qualidade de vida que vivemos.

Deus não chega para uma pessoa específica e diz: Sua missão é fazer o bem. Não! Deus não precisa dizer isso. Fazer o bem está acima de qualquer lei, escrito, ordem divina; está acima de qualquer credo, filosofia, ideologia e motivação. Fazer o bem é a própria essência da vida de qualquer ser humano que respira. Não precisamos de “autorização divina” para fazer o bem, não importa se é para um negro ou branco, uma criança ou adulto, um homossexual ou um dependente químico; não importa se é de dia ou de noite, se estamos trabalhando ou descansando, se estamos de bom ou mau humor, temos a necessidade de fazer o bem a não ser que estejamos dispostos a viver uma vida que não valha a pena ser vivida, uma vida de mentiras.

O que nos é ensinado, mesmo que implicitamente, é que devemos estudar, trabalhar, casar, fazer muitos amigos, constituir uma família e juntar muito dinheiro para que possamos enfim viver uma vida digna. O modelo de vida seguido por muitos é exatamente assim, ainda que muitos não aceitem isso. Vivemos em busca de algo que nunca é saciado. Talvez seja porque o verdadeiro sentido da vida não está em receber e sim em doar, como está registrado em Atos 20:35: “Tenho-vos mostrado em tudo que, trabalhando assim, é necessário auxiliar os enfermos, e recordar as palavras do Senhor Jesus, que disse: Mais bem-aventurada coisa é dar do que receber.”. Só sei de uma coisa, nesse modelo de vida não há espaço para fazer o bem.

 

O bem que estamos acostumados a ver e a fazer é aquele pontual, com dia e hora marcada e de preferência com um bom público para nos aplaudir. Infelizmente, o exemplo que tenho aconteceu numa igreja: Em certa reunião com os líderes de uma igreja, estava sendo discutido todo o planejamento de um ano que se iniciava. Foi estudada uma forma de como receber bem as pessoas na igreja, de como organizar o culto, de como criar eventos que atraíssem mais gente pra igreja, e coisas do tipo. Então alguém se levantou já no final da reunião e disse: “E a obra social?”, o pastor respondeu: “Bom, a obra social a gente vai vendo ao longo do ano o que a gente pode fazer.”.

 

É assim que encaramos o fazer o bem. Nas igrejas chamam isso de obra social, ou seja, mais uma das tarefas da igreja, ou melhor, talvez a menos importante. Muitos de nós tratamos a questão de fazer o bem como algo que caiba dentro de uma agenda lotada de tantos outros compromissos. Já parou pra pensar que nunca temos tempo pra isso? Até mesmo quando ofertamos e dizimamos, fazemos com o coração voltado para nós mesmos. Queremos que Deus nos recompense pelo “sacrifício” que estamos fazendo dando o nosso tão suado dinheirinho. Mas afinal de contas, que recompensa há em fazer o bem a não ser o próprio fazer o bem?

Fazer o bem é o combustível para viver uma vida digna de ser vivida, uma vida com propósito, uma vida plena. Acumular para si e não compartilhar não é vida, é passar por ela sem ter vivido sequer um dia. Não importa o quanto você conquistou, se teus sonhos foram realizados, se nunca te faltou o pão ou se nunca te faltou saúde. Não importa se você foi um baita de um pastor ou líder de alguma coisa na igreja, não importa quantas pregações foram feitas ou quantos eventos foram um sucesso. Não importa se o sucesso foi seu aliado por toda vida ou se você conseguiu fazer muitos amigos, se o fazer o bem não esteve presente no seu dia a dia, ou se foi apenas uma cereja no teu bolo, de nada valeu passar por esse mundo, meu caro.

Faça o bem pra quem quer que seja independente de quem você seja. A vida só ganha cor quando a compartilhamos o que temos com alguém que precisa. Se temos amor, permita que alguém que não tenha usufrua através de você. Se temos sustento, cale o ronco do estômago de quem não o tem. Se temos paz, injete uma boa dose de calmaria no mar bravio de quem não a tem. Se temos vida, não hesite em bombear um pouco de sangue nas veias de quem não a tem.

Deus te abençoe fazendo de você uma bênção para aqueles que precisam!

(Texto produzido por aluno da EBD – Ministério de Educação Cristã – Projeto Mecriativo)

20 jun

O ESTUDANTE DA PÓS-MODERNIDADE

Dentro Editorial por Equipe WEB / 20/06/2017 / 0 comentários

Vivemos nos tempos da famosa Pós-Modernidade, uma era sociológica e cultural decorrente de uma releitura do Capitalismo. A Modernidade Líquida, conforme prefere denominar o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, é essa fase intrigante da humanidade na qual tudo parece escoar por entre os dedos, tal qual ocorreria caso alguém pretendesse reter um pouco d’água ao fechar a mão, todavia em vão.

Tempo de uma realidade ambígua e multiforme. Época em que imperam o relativismo dos conceitos, o individualismo, o consumismo como forma de expressão pessoal, a cultura narcisista de massa, a indiferença a tudo que não seja o egocêntrico, a explosão do acesso à informação (ainda que superficial ou não fundamentada), o rompimento das fronteiras geográficas (globalização), o predomínio do efêmero, do fragmentário, do descontínuo, do caótico, do descartável, do fugaz.

Ser estudante na Pós-Modernidade parece ser tarefa um tanto quanto desafiadora. É, por exemplo, empanturrar-se de informações, mesmo sem ter tempo ou capacitação suficiente para processá-las. É ter que responder por conceitos, considerando que estes estão em constante desconstrução ou sob ataques ferozes de correntes doutrinárias divergentes. É ter que dar continuidade a um processo de ensino-aprendizagem como aluno em uma sociedade em que a descontinuidade parece imperar absoluta. É se preparar, para trabalhar ou estudar mais ainda em instituições, sabendo que boa parte delas está ruindo em seus propósitos, em sua ética e em seus métodos de atuação na sociedade.

Então, o que fazer diante desse quadro temerário? Lembremos da Carta de Paulo aos Romanos, capítulo 12, verso 2, que orienta que não devamos nos conformar com este século, mas sermos transformados pela renovação de nossas mentes, a fim de que experimentemos a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. Mas como já ouvimos em nosso arraial, se algo é difícil, é porque não é impossível. E se é impossível, ótimo, porque isso torna a ação de Deus ainda mais maravilhosa.

Portanto, fica a oração no sentido de que você, estudante, seja criança, adolescente, jovem, adulto ou idoso, seja aluno em curso regular ou livre, seja integrante da rede pública ou particular, esteja você em qualquer dos níveis de formação ou pós-formação, entenda que sua missão é muito especial nesse contexto.

Você, estudante, é um dos poucos elementos deste mundo pós-moderno, de quem se pode esperar atitudes positivas de crescimento, não só intelectivas, mas sobretudo morais e espirituais, que venham proporcionar profundas e necessárias transformações em sociedades cada vez mais desequilibradas em todos os sentidos.

Cumpra a sua missão com excelência. Entenda que ensino, educação, urbanidade, cidadania, consciência, respeito ao próximo e, principalmente, amor a Deus, podem e devem andar juntos. Seja disciplinado nos seus estudos, para com você próprio e para com todos a sua volta, pois essa é a marca do bom discípulo.

Certamente, Deus se alegrará e o mundo, apesar de pós-moderno, agradecerá!

 

Sérgio Tavares – Ministro de Educação Cristã

 

 

30 out

VOSSOS VELHOS SONHARÃO…

Dentro Editorial por Equipe WEB / 30/10/2016 / 0 comentários

A humanidade está envelhecendo. Estaríamos, aos poucos, retornando aos planos originais da Criação? A longevidade mostrada em várias passagens bíblicas poderia estar retornando à raça humana?

Difícil encontrarmos respostas razoáveis, ainda mais nestes tempos antagônicos, quando a convivência entre o novo e o velho, o estético e o ético, a forma e a essência, ainda seja tão conturbada.

Contudo, as estatísticas apontam que 1 em cada 9 pessoas no mundo tem 60 anos de idade ou mais e que, em 2050, pela primeira vez, haverá mais idosos que crianças menores de 15 anos no planeta.

No Brasil, segundo o IBGE, a população idosa totaliza 23,5 milhões de pessoas, sendo que o número de idosos dobrou no nosso país nos últimos 20 anos. Projeta-se, inclusive, que até 2025, nosso país deva contabilizar mais de 31 milhões de pessoas acima dos 60 anos e que o Brasil venha a ter a 6ª maior população de idosos no mundo até 2025.

Para tanto, fator relevante foi o aumento da expectativa de vida da população brasileira, que aumentou 41,7 anos em pouco mais de um século. Em 1900, a expectativa de vida era de 33,7 anos, dando um salto significativo, para atingir os respeitáveis 75,4 anos de vida em 2014.

São inegáveis, também, as conquistas que a população idosa vem angariando nas últimas décadas, seja em qualidade de vida, de um modo geral, seja no aspecto econômico, bem como ao participar de empreendimentos e do mercado de trabalho, tanto quanto são os avanços no campo das leis protetivas aos anciãos de nossa pátria.

A Constituição brasileira de 1988 descortinou um novo horizonte para a Terceira Idade, sendo complementada por uma importante Política Nacional no ano de 1994 e por várias leis, dentre as quais a mais significativa foi o Estatuto do Idoso, promulgado em 2003, além de ter ser instituído no país o dia 1º de outubro de cada ano, como o Dia Nacional do Idoso.

Todavia, a caminhada parece ainda ser muito longa para que sejam estabelecidos, em nossa nação, níveis satisfatórios de dignidade, de respeito e de inclusão dos idosos em nossa sociedade. O Brasil é um país novo, que convive com rápidas mudanças em um ritmo frenético, o que, sem dúvida, por si só, acarreta várias dificuldades sociais.

O próprio crescimento rápido de nossa população idosa, nos últimos decênios, mostra os desafios imediatos que todos, governantes e governados, devemos enfrentar para dar ao idoso brasileiro o cumprimento de seus direitos fundamentais, como um autêntico resgate histórico, capaz de reparar as injustiças que foram se acumulando desde o passado até hoje em detrimento dos nossos sexagenários.

Não nos faltam, nas Sagradas Escrituras, exemplos de maravilhosos idosos que impactaram o seu tempo e a própria história da fé judaico-cristã, deixando-nos um legado extraordinário.

Que bom que Abrão, aos 75 anos de idade, ouviu de Deus a orientação para sair de Harã, ser circuncidado aos 99 anos, tornar-se pai aos 100 anos e se transformar no grande patriarca de nossa fé!

Quão prodigioso foi Moisés ter aceitado, aos 80 anos de idade, a missão de Deus para libertar os hebreus do Egito!

Tremendo o que se deu com João, o amado Apóstolo, ao ter recebido a Grande Revelação em Pátmos com mais de 90 anos de idade!

A Bíblia está repleta de versículos que enaltecem o envelhecimento, muito mais pelo que isso representa emocional e espiritualmente, do que propriamente pelos aspectos biológicos.

Pois que “a beleza dos jovens está na sua força; a glória dos idosos, nos seus cabelos brancos” (Provérbios 20.29).

Portanto, devemos internalizar na emoção e na razão uma verdade bíblica: envelhecer é uma bênção de Deus e na presença Dele, mais ainda!

Não tenhamos medo de ficarmos velhos. Ao contrário, permitamos que se cumpram em nós as palavras de Joel 2.28: “E acontecerá, depois, que derramarei o meu Espírito sobre toda a carne…e vossos velhos sonharão”.

Parabéns a todos os idosos de hoje que sonham, e a todos os que sonham, hoje, serem idosos sonhadores!

Louvado seja o Senhor!!!

Sérgio Tavares – Ministro de Educação Cristã

16 out

SER PROFESSOR: POR QUE CONTINUAR?

Dentro Editorial por Equipe WEB / 16/10/2016 / 0 comentários

Se o seu dom é ensinar, ensine!

Nestes dias pós-modernos, essa missão se mostra bastante difícil, pelo menos em nosso país, de modo que viver o verso bíblico acima citado (Romanos 12.7) vem sendo sacrifical.

Pode ser que esse mesmo questionamento seja feito mundo afora, mas nos limitemos a pensar em nossa pátria, para então constatarmos quantas mazelas que se fazem presentes como suficientes para despertar em nós, pelo menos, uma dúvida quanto a continuar lecionando.

No mínimo é inquietante a situação que uma considerável maioria dos professores brasileiros se encontra, por inúmeros fatores adversos que vão desde os baixos salários e das péssimas condições de trabalho até a equivocada cultura que se formou no sentido de enxergar o professor como uma profissão menor, quando, na verdade, deveria ser o ofício dos ofícios.

Não bastassem tais dificuldades, os ventos nefastos da pós-modernidade parecem semear o sentimento de descrédito de muitos alunos quanto ao saber de seus mestres, pois no tempo do individualismo globalizado, do relativismo de conceitos e da descartabilidade humana, o professor teria o seu espaço roubado por um bom site da Internet, um programa de computador ou mesmo um professor, todavia, à distância, sem que haja relacionamento, alteridade, comunhão de propósitos.

Os avanços tecnológicos são indubitavelmente úteis e inevitáveis e seria uma hipocrisia dizer em contrário. Todavia, essas ferramentas podem e devem ser empregadas para agregar valores humanos e não desconstituí-los, afastando ainda mais uns dos outros e, paulatinamente, descaracterizando o contato acadêmico tão salutar que deveria prevalecer entre mestres e discípulos.

Imaginemos (só por imaginar) se o Verbo tivesse encarnado nos atuais dias cibernéticos… Deus se revelaria sim, mas não seria muito ruim homens e mulheres desse tempo verem o Mestre dos Mestres apenas por uma página da Internet, numa aula gravada ou numa videoconferência? Penso que sim. Neste tempo há muito de virtual, mas pouco de virtuoso…

Por fim, por que continuar sendo professor em um país como o nosso? Onde a boa educação mormente não passa de uma simples promessa de campanha eleitoral, um joguete, um brinquedo, mais tarde abandonada como algo sem qualquer valor? Mas cuja ausência será de certo lembrada, por exemplo, nas manchetes policiais, quando estarrecida, a sociedade pergunta: como se formou aquele monstro? Por que tanta violência? Onde estava o Estado que nada fez?

Termino dizendo que há algo de sobrenatural, divino, que nos mantém ensinando. Há uma centelha que vem do Alto, que vai renovando a força daqueles que militam na docência, não obstante tamanhos dissabores e constrangimentos. Não se vê outra explicação para continuar nessa luta, aparentemente, inglória.

Por isso mesmo, nesta data tão significativa, coloquemo-nos todos, professores e alunos, ombreados, entrelaçados por amor, respeito e cooperação, pois todos passaram, passam ou passarão pelos cuidados de algum mestre.

No mais, que Jesus Cristo, o Nosso Rabbi, o Eterno Didaskalos, nosso paradigma máximo, por graça e misericórdia, continue sustentando a todos os professores, seja na educação secular ou na cristã, nas salas de aula ou mesmo nos ambientes virtuais de ensino, de modo a confirmá-los nesse honorífico ministério.

Professores, recebam honras e mais honras neste Dia do Mestre pelo que vocês são e nos ajudar a ser, e que Deus os recompense abundantemente!

Parabéns pelo seu dia!

Sérgio Tavares – Ministro de Educação Cristã